Antes de aprofundar
Todo projeto social precisa, em algum momento, responder a uma pergunta legítima: aquilo que estamos fazendo produz algum efeito relevante para as pessoas e para a comunidade? Sem algum tipo de avaliação, torna-se difícil saber o que merece continuidade, o que precisa ser modificado e onde os recursos estão realmente produzindo benefício.
O problema aparece quando avaliar impacto é confundido com acumular números ou coletar histórias emocionantes para provar que o projeto “funciona”. Pessoas passam a ser reduzidas a indicadores, diagnósticos, quantidades de atendimentos ou relatos pessoais utilizados em apresentações, relatórios e campanhas. Em iniciativas relacionadas à saúde mental, esse risco merece atenção ainda maior, porque experiências de sofrimento, cuidado e vulnerabilidade podem envolver informações sensíveis e aspectos íntimos da vida.
Avaliar impacto de forma responsável exige uma terceira via: produzir evidências suficientes para compreender o projeto sem transformar a experiência humana em material de exposição.
A Organização Mundial da Saúde e o programa TDR defendem que a avaliação de inovações sociais em saúde considere efetividade, sustentabilidade e participação comunitária, envolvendo diferentes atores no processo de monitoramento e avaliação. Isso permite deslocar a pergunta de “quantas pessoas passaram por aqui?” para outra mais importante: o que mudou, para quem, em quais condições e com quais limites?
Contar pessoas não é o mesmo que avaliar impacto
Número de participantes, atendimentos, encontros ou encaminhamentos são dados úteis.
Mas eles respondem principalmente a perguntas de alcance e atividade.
Se um projeto realizou 400 atendimentos, sabemos que houve volume. Ainda não sabemos, apenas por esse número, se as pessoas encontraram o que procuravam, se conseguiram acessar outros recursos quando necessário, se retornaram, se as barreiras diminuíram ou se a atividade produziu alguma mudança relevante.
Por isso, uma avaliação mais madura distingue três níveis.
O primeiro é o que foi realizado: encontros, atendimentos, ações, materiais distribuídos, parcerias.
O segundo é quem conseguiu acessar: perfil geral do público, alcance territorial, participação e continuidade.
O terceiro é o que parece ter mudado a partir da iniciativa: conhecimento, acesso, vínculo com a rede, percepção de apoio, capacidade de buscar recursos, continuidade de participação ou outros resultados coerentes com a finalidade do projeto.
Essa distinção reduz um erro frequente: apresentar produção como impacto.
Fazer muito não demonstra, por si só, transformar muito.
O indicador precisa nascer da finalidade do projeto
Avaliação começa antes da coleta de dados.
Começa quando a equipe consegue responder:
Qual mudança esta iniciativa pretende favorecer?
Se o objetivo é ampliar acesso à informação, um indicador coerente pode investigar se as pessoas compreenderam melhor onde procurar ajuda.
Se o objetivo é criar presença comunitária, pode ser mais importante observar retorno, confiança, continuidade e reconhecimento do projeto no território.
Se a finalidade é facilitar encaminhamentos, interessa saber se eles realmente chegaram aos serviços adequados.
Isso parece simples, mas evita uma grande quantidade de dados inúteis.
Projetos frequentemente medem aquilo que é fácil de contar, mesmo quando não corresponde ao que pretendem produzir.
O número de inscritos pode ser alto.
O número de seguidores pode aumentar.
Uma palestra pode lotar.
Nada disso responde automaticamente se o propósito social foi alcançado.
Um bom indicador não é aquele que gera a melhor apresentação. É aquele que ajuda a equipe a compreender se a ação está se aproximando daquilo que se propôs a realizar.
Nem tudo que importa precisa virar um número
Há dimensões de um projeto que são difíceis de captar apenas numericamente.
Confiança.
Sentimento de pertencimento.
Percepção de acolhimento.
Compreensão de direitos.
Mudança na relação com um serviço.
Capacidade de pedir ajuda.
Essas experiências podem ser investigadas por meio de perguntas abertas, grupos de conversa, avaliações breves, observação de participação ou outros métodos qualitativos.
Isso não significa abandonar dados quantitativos.
Significa combinar formas diferentes de conhecimento.
Uma avaliação pode informar que 70% dos participantes retornaram a pelo menos uma atividade e, ao mesmo tempo, investigar por que algumas pessoas desejaram voltar e outras não.
O número mostra um padrão.
A experiência ajuda a compreendê-lo.
O marco de monitoramento e avaliação da Social Innovation in Health Initiative, ligado ao TDR/OMS, foi desenvolvido justamente para apoiar avaliações que considerem não apenas resultados em saúde, mas também dimensões sociais, participação e sustentabilidade.
História de vida não é material de divulgação automática
Relatos pessoais podem comunicar dimensões que uma tabela nunca alcançará.
Mas uma história de sofrimento não se torna propriedade do projeto porque aquela pessoa foi atendida por ele.
Há diferença entre escutar uma experiência para compreender o projeto e utilizar essa experiência publicamente para demonstrar impacto.
Uma pessoa pode concordar em responder a uma avaliação e não desejar que sua trajetória apareça em redes sociais, relatórios institucionais ou campanhas.
Também é importante reconhecer que consentimento ocorre dentro de relações concretas. Alguém pode sentir dificuldade em negar uma solicitação feita por uma instituição que lhe oferece cuidado, apoio ou algum benefício.
Por isso, utilização pública de histórias exige cautela adicional.
Quando relatos forem realmente necessários, devem ser observados finalidade, forma de autorização, possibilidade de identificação, exposição de terceiros, risco de constrangimento e necessidade real de publicação.
A OMS tem defendido participação significativa de pessoas com experiência vivida baseada em respeito, dignidade, equidade e influência real sobre processos e decisões, e não apenas sua utilização simbólica para validar iniciativas.
Essa diferença é central.
Participar da avaliação não deveria significar tornar-se personagem da comunicação institucional.
Anonimizar exige mais do que retirar o nome
Existe uma crença comum de que uma história está protegida quando o nome da pessoa não aparece.
Nem sempre.
Em uma comunidade pequena, informações como idade, profissão, bairro, composição familiar, doença rara, período de atendimento ou acontecimento específico podem permitir identificação mesmo sem o nome.
A LGPD considera dados referentes à saúde como dados pessoais sensíveis, sujeitos a proteção reforçada. A própria lei estabelece que dados anonimizados deixam de ser considerados pessoais apenas quando o processo de anonimização não puder ser revertido por meios razoáveis; portanto, remover identificadores evidentes não garante, por si só, anonimização efetiva.
A ANPD também orienta que divulgação de dados pessoais sensíveis exige cautela ampliada e aponta medidas como minimização, anonimização ou pseudonimização, limitação da divulgação ao necessário e adoção de medidas de segurança.
Para um projeto comunitário, isso produz uma regra prática importante:
quanto mais sensível a informação, menor deve ser a quantidade de detalhes coletados e divulgados quando eles não forem indispensáveis à finalidade da avaliação.
Avaliar impacto não exige saber tudo sobre cada pessoa.
Participação ética significa devolver algum poder à comunidade
Há outra mudança importante quando a avaliação deixa de ser feita apenas sobre as pessoas e começa a ser construída também com elas.
Quem participa do projeto pode ajudar a definir o que merece ser avaliado.
Talvez a equipe considere sucesso o número de atendimentos.
A comunidade pode considerar mais importante conseguir falar sobre saúde mental sem vergonha.
Talvez a organização valorize frequência.
Os participantes podem valorizar a possibilidade de encontrar alguém conhecido e confiável no território.
Nenhuma dessas perspectivas precisa substituir a outra.
A OMS define engajamento significativo como inclusão respeitosa, digna e equitativa de pessoas com experiência vivida, com transferência real de poder e reconhecimento de sua experiência como forma de conhecimento relevante para políticas, programas e serviços.
Isso significa que uma avaliação comunitária madura pode perguntar:
“Como vocês saberiam que este projeto está ajudando?”
Essa pergunta pode revelar indicadores que nunca apareceriam em uma planilha criada exclusivamente pela equipe técnica.
Impacto não precisa ser apresentado como causalidade absoluta
Projetos sociais acontecem em contextos complexos.
Uma pessoa pode melhorar porque encontrou apoio no projeto, retomou vínculos familiares, conseguiu acesso a um serviço público, mudou de trabalho e viveu outras transformações no mesmo período.
Atribuir toda mudança a uma única iniciativa seria excessivo.
Por isso, é útil diferenciar contribuição de atribuição.
Uma avaliação responsável pode dizer:
“Os participantes relataram que a atividade contribuiu para compreender melhor onde buscar ajuda.”
Isso é diferente de afirmar:
“O projeto resolveu o problema de acesso à saúde mental da comunidade.”
A primeira frase descreve uma contribuição observada.
A segunda reivindica uma causalidade muito mais ampla.
O mesmo princípio vale para números.
Se houve aumento na procura por determinado serviço depois de uma campanha, isso pode ser relevante. Mas outros fatores também podem ter participado.
A força da conclusão deve acompanhar a qualidade do método utilizado para produzi-la.
Esse cuidado é fundamental em qualquer avaliação responsável: a força da conclusão deve ser proporcional à qualidade e ao alcance das evidências disponíveis. Quando o método permite apenas identificar uma contribuição possível, não é adequado apresentar o resultado como causalidade comprovada.
Avaliar também significa procurar aquilo que não funcionou
Relatórios de impacto costumam privilegiar resultados positivos.
É compreensível: projetos precisam comunicar valor a parceiros, financiadores e comunidade.
Mas uma avaliação que só encontra sucesso oferece pouca capacidade de aprendizagem.
Algumas perguntas podem ser mais úteis:
Quem não conseguiu acessar?
Quem participou uma vez e não retornou?
Que atividade teve menor adesão?
Algum grupo ficou sub-representado?
Houve barreiras de horário, transporte, linguagem ou confiança?
Alguma proposta inicialmente considerada útil precisou ser abandonada?
Essas respostas não diminuem o projeto.
Elas aumentam sua capacidade de compreender a própria atuação.
A OMS e o TDR tratam monitoramento e avaliação como instrumentos para verificar o que funciona, o que precisa ser adaptado e quais condições favorecem sustentabilidade e expansão.
Uma iniciativa que consegue reconhecer limites demonstra mais maturidade do que aquela que transforma todo dado em propaganda.
Um painel pequeno pode ser mais útil do que dezenas de métricas
Projetos iniciantes não precisam criar sistemas complexos de avaliação.
Um conjunto enxuto pode ser suficiente.
Por exemplo, pode combinar:
alcance: quantas pessoas participaram;
continuidade: quantas retornaram;
acesso: quantas conseguiram chegar ao recurso indicado;
experiência: como avaliaram acolhimento, clareza e utilidade;
barreiras: o que dificultou participação;
rede: quais encaminhamentos ou parcerias foram acionados;
aprendizado: o que a equipe precisou modificar.
Esses dados podem ser agregados e analisados sem produzir perfis individuais desnecessários.
Mais importante do que acumular variáveis é saber por que cada uma está sendo coletada.
Se a equipe não consegue responder “que decisão este dado nos ajudará a tomar?”, talvez aquela informação não precise ser coletada.
Esse princípio reduz burocracia e também exposição.
O impacto social precisa voltar para quem participou
Há ainda uma dimensão frequentemente esquecida.
A comunidade fornece tempo, presença, relatos e informações para que o projeto possa avaliar seu trabalho.
Depois disso, muitas avaliações ficam restritas à equipe, ao financiador ou ao relatório institucional.
Uma prática mais participativa devolve resultados em linguagem compreensível.
Pode dizer:
o que aprendemos;
o que funcionou;
o que precisamos mudar;
quais demandas apareceram;
quais próximos passos serão possíveis.
Essa devolutiva transforma avaliação em relação de responsabilidade.
As pessoas deixam de ser apenas fonte de dados e passam a reconhecer como suas contribuições influenciaram a iniciativa.
A participação significativa defendida pela OMS exige justamente continuidade e influência concreta, e não presença ocasional utilizada apenas para validar decisões já tomadas.
Da mensuração à responsabilidade
Avaliar impacto social não exige escolher entre números e histórias.
Exige compreender a função de cada um e os limites de ambos.
Números ajudam a visualizar alcance, recorrência, distribuição e tendências.
Experiências ajudam a compreender significados, barreiras, vínculos e mudanças percebidas.
Mas nenhum deles deveria ser utilizado de modo a retirar autonomia, dignidade ou privacidade das pessoas.
Uma avaliação responsável pode seguir um percurso simples:
definir a mudança esperada → escolher poucos indicadores úteis → combinar dados quantitativos e qualitativos → coletar apenas o necessário → proteger identidade → interpretar com cautela → ouvir a comunidade → devolver aprendizados → ajustar o projeto.
Nesse modelo, avaliação não serve apenas para demonstrar que o projeto tem valor.
Serve para descobrir como ele pode se tornar mais útil, mais justo e mais coerente com as pessoas que pretende alcançar.
Uma pergunta para levar
Antes de coletar um dado ou pedir que alguém conte sua história, talvez seja importante perguntar:
“Precisamos realmente desta informação para compreender e melhorar o projeto — e conseguimos utilizá-la sem transformar a experiência dessa pessoa em instrumento de exposição?”
Essa pergunta muda profundamente a qualidade ética de uma avaliação.
Perguntas frequentes
É possível avaliar impacto sem coletar dados pessoais?
Muitas vezes, sim. Dependendo da finalidade, dados agregados, avaliações anônimas e informações sobre participação e funcionamento podem ser suficientes. A quantidade de informação pessoal deve acompanhar a necessidade real da avaliação.
Depoimentos podem ser usados em relatórios?
Podem existir situações em que relatos sejam pertinentes, mas sua utilização exige finalidade clara, proteção adequada e avaliação do risco de identificação. Participação em um projeto não autoriza automaticamente uso público da história de alguém.
Retirar o nome torna um relato anônimo?
Não necessariamente. Combinações de detalhes podem permitir reconhecimento, especialmente em grupos ou comunidades pequenas. A LGPD considera anonimização de forma mais ampla do que simples retirada do nome.
Quais indicadores são mais importantes?
Depende da finalidade do projeto. Alcance, continuidade, acesso, barreiras, experiência dos participantes, funcionamento da rede e mudanças relacionadas ao objetivo podem ser úteis, desde que cada indicador responda a uma pergunta concreta.
Avaliar resultados negativos pode prejudicar o projeto?
Uma avaliação séria precisa identificar também limites e efeitos não esperados. Isso permite correção, evita repetição de problemas e aumenta credibilidade.
Glossário
Impacto social: mudanças relevantes associadas à atuação de um projeto sobre pessoas, comunidades, acesso, relações ou condições sociais, observadas dentro dos limites do método de avaliação utilizado.
Indicador: informação utilizada para acompanhar determinada dimensão do projeto, como alcance, retorno, acesso ou mudança percebida.
Dado agregado: informação apresentada em conjunto, sem detalhamento individual desnecessário.
Anonimização: processo destinado a impedir que uma informação seja associada a uma pessoa identificada ou identificável por meios razoáveis, conforme os critérios aplicáveis da LGPD.
Engajamento significativo: participação baseada em respeito, dignidade, equidade e influência real das pessoas envolvidas sobre decisões, programas ou avaliações.
Nota de Base Técnica, Ética e Normativa
A avaliação de projetos comunitários pode combinar monitoramento de atividades, análise de resultados, participação comunitária e métodos quantitativos e qualitativos. O marco de monitoramento e avaliação da Social Innovation in Health Initiative, ligado ao TDR e à OMS, destaca que avaliação deve ajudar a compreender efetividade e potencial de sustentabilidade e pode envolver comunidades e outros atores como participantes do processo.
Quando a avaliação envolve pessoas com experiência vivida em saúde mental, a OMS recomenda participação respeitosa, digna e equitativa, com influência real no planejamento, implementação e avaliação de programas e serviços.
No Brasil, informações referentes à saúde são dados pessoais sensíveis segundo a LGPD. A coleta, armazenamento, análise e divulgação desses dados exigem finalidade definida, base legal adequada, segurança e respeito aos direitos dos titulares. A LGPD não estabelece consentimento como única base possível para todo tratamento de dados, portanto a análise jurídica depende do contexto e da finalidade do tratamento.
A ANPD recomenda maior cautela na divulgação de dados sensíveis e indica medidas de mitigação como minimização, anonimização ou pseudonimização e limitação da divulgação ao necessário.
Este artigo oferece princípios gerais de avaliação ética e não substitui análise jurídica, desenho metodológico de pesquisa ou orientação especializada para situações concretas.
Referências essenciais
WORLD HEALTH ORGANIZATION / TDR. Social innovation in health: monitoring and evaluation framework. Geneva: WHO/TDR, 2021. Marco para monitoramento e avaliação de inovações sociais em saúde, com atenção a efetividade, sustentabilidade e participação de diferentes atores.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO framework for meaningful engagement of people living with noncommunicable diseases, and mental health and neurological conditions. Geneva: WHO, 2023. Estabelece princípios e ações para participação significativa de pessoas com experiência vivida.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Intention to action series: People Power. Geneva: WHO, 2023. Discute experiência vivida como conhecimento, poder, participação, inclusão e direitos.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. From local innovation to system change – public-sector pathways for scaling community-driven initiatives on noncommunicable diseases. Geneva: WHO, 2026. Reforça participação comunitária, parcerias e prioridades definidas com as comunidades.
BRASIL. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais — LGPD. Dispõe sobre tratamento de dados pessoais e estabelece proteção específica para dados pessoais sensíveis, incluindo dados referentes à saúde.
AUTORIDADE NACIONAL DE PROTEÇÃO DE DADOS — ANPD. Estudo Técnico sobre a Anonimização de Dados na LGPD: análise jurídica. Brasília: ANPD. Discute critérios e limites jurídicos da anonimização.
Leituras relacionadas
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Como criar materiais de prevenção sem produzir medo ou estigmatização?
Sobre os autores
Djanira Soares — Enfermeira, psicanalista clínica, educadora e fundadora da Cuidar Soma — Psicanálise Integrativa. Possui formação e especializações nas áreas de Enfermagem Clínica, Educação na Saúde e Psicanálise Clínica e atua na formação de psicanalistas, com ênfase no desenvolvimento do raciocínio clínico e na compreensão integrada do ser humano.
Juan Alexandre Suarez — Advogado, engenheiro e consultor, com formação em Engenharia Elétrica e Direito e especialização em Segurança do Trabalho. Atua na estruturação de projetos, análise lógico-estrutural, gestão e interface entre aspectos técnicos, jurídicos e organizacionais nas produções da Cuidar Soma.
Nota institucional
Este conteúdo possui finalidade educativa e apresenta princípios gerais para avaliação de impacto em projetos sociais e comunitários.
A escolha de indicadores, instrumentos de coleta, bases legais para tratamento de dados, processos de anonimização e formas de divulgação depende da finalidade, do contexto e do tipo de informação envolvida.
Informações referentes à saúde podem constituir dados pessoais sensíveis e exigem cuidados específicos de proteção. Relatos de participantes, fotografias, vídeos, áudios e outros materiais identificáveis não devem ser tratados como recursos institucionais automaticamente disponíveis pelo simples fato de a pessoa ter participado do projeto.
Avaliação ética deve buscar equilíbrio entre aprendizagem institucional, evidência suficiente, privacidade, participação e respeito à autonomia das pessoas.